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Às vezes passa-nos despercebido, mas fazer diferente (ou outra coisa) pode simplesmente… ser deixar de fazer. Viciámo-nos em conteúdos, informação, distração, esquecendo que tudo no inconsciente fica e ele é infinito. Somos esponjas. Querendo abarcar tudo, corremos o risco de não abraçar nada. E se não nos precavemos ruminamos as muitas coisas que captamos. As ideias que julgamos muito nossas e muito sólidas bem podem vir do exterior, do muito que ouvimos, do tanto que lemos. Vivemos em ficção, afastados do real. E o Real é o brilho na folha acariciada pelo Sol, a flor exposta ao nosso olhar sossegado, o que verdadeiramente sentimos, pensamos e intuímos. Não está na frase ou ideia que se lê: porque essa é imaginação. Muito útil, sem dúvida, faz parte de aprendizagens e, se bem utilizada, poderá conduzir à realização, mas é preciso muita atenção, alguma vigilância para que ela se não transforme em não-vivência, uma espécie de névoa em que se vaga, quando não caótica e neurótica. A mente sossegada e atenta, mergulhada em concentração aberta, sem aditivos, opiniões, teorias, é, ela própria - mais límpida e mais clara - sábia. Responde ao que precisamos: dirige-nos ao equilíbrio. O nosso equilíbrio, que difere do que é equilibrado e necessário para outro. O jejum da catadupa de informação que consumimos é (ou pode ser) a porta que nos leva a casa: a nossa verdadeira (e intestina) Realidade.