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Eu, Artaud,
esforçado,
a livrar-me do mal,
mas por não saber quando isto terminará.
Não posso saber o que farei amanhã,
não o quero saber,
mas quero saber que o mal terminará de imediato.
Não, também nunca terminará.
Então.
Sou o senhor dos elementos
e dos acontecimentos.
Já não quero ser tocado,
invadido
como sou invadido pelos outros,
já não quero ser adormecido por outros,
o sono é uma ilusão em que se continua a viver.
Não quero mais estas angústias mortais.
Não quero mais dormir.
Não quero morrer.
Não quero mais sonhar.
Antonin Artaud, Eu, Artaud